52+1: CRIANÇAS NO ESPAÇO PÚBLICO É SINAL DE UM MUNDO MAIS HUMANO

A Exposição 52 + 1 – crianças no espaço público é sinal de um mundo mais humano – parte da crença de que o uso de espaços públicos é papel fundamental na formação do ser humano, sobretudo das crianças quanto a seu desenvolvimento e aprendizado, bem como essencial na construção de uma sociedade. As 52 semanas mais 1 dia do ano de 2014 surgiram como o mote inicial para inspirar a exposição coletiva que traz 53 olhares sensíveis de jovens que emprestam suas lentes afetivas para mostrar diferentes modos de enxergar as relações entre as pessoas e os lugares. Cada uma das pessoas ficou responsável por registrar uma semana do ano de três maneiras: primeiro, por meio de uma fotografia de um espaço público em qualquer lugar do mundo, depois por uma fotografia de uma criança que tenha vivenciado o espaço público escolhido, e por último através da palavra para expressar a sensibilidade do ser humano perante seus espaços públicos coletivos.

Contêiner da exposição na Praça dos Milagres em Olinda.

O projeto 52+1: crianças no espaço público é sinal de um mundo mais humano realizou conforme proposto a concepção e montagem da exposição coletiva na Praça dos Milagres, que ficou aberta ao público das 10 às 20h do dia 27 de novembro a 11 de dezembro de 2016. Nela foram desenvolvidas diversas atividades programadas e não programadas através de parcerias com visitantes e moradores da região. Ensaio de bandas que vive no bairro; apresentações musicais; cineclube apresentando vários filmes de animação; roda de conversas; trocas de conhecimentos. Ainda foi elaborado, impresso e distribuído gratuitamente nos dias da exposição e em outros eventos o catálogo contendo todo material exposto.

Durante os 15 dias de exposição os visitantes puderam contar com a presença de três mediadoras que acompanharam todo o processo e que se apropriaram de tal forma que estabeleceram amizades com moradores, desenvolveram atividades com as crianças, além de apresentar para cada pessoa a exposição e estimular os visitantes a discutirem sobre a ideia lançada da presença das crianças nos espaços públicos.

Um ponto foi bem encantador e despertou o interesse em vários visitantes (crianças e adultos): a relação com surdos e cegos. A audiodescrição e intérprete em libras foram peças essenciais nesse processo. Um dos surdos, Hélio, interagindo com as crianças nas atividades de arte e educação encantou quem passava num ritmo mais tranquilo pelo lugar.

Uma ótima surpresa foi a amplitude que o projeto assumiu: por contar com jovens artistas de diversas partes do Brasil e do mundo, estes divulgaram em suas redes e após a exposição ser lançada vários convites para envio dos catálogos (região nordeste, sul e sudeste do Brasil e países como Alemanha e Argentina) e de montagem da mesma em outros espaços, como, por exemplo, o convite da coordenadora da Escola Municipal de Arte João Pernambuco.

Para disseminar a arte e a cultura o projeto desenvolveu outras oito exposições em formato pocket (menor dimensão) onde os registros foram fixados em imãs e colados em superfícies metálicas (como portas de rolo do comércio). Visando ampliar o alcance do produto cultural e da discussão levantada por ele foi priorizado montar as pocket exposições em locais estratégicos da Região Metropolitana do Recife. Foram montadas nos seguintes locais: no Mercado da Boa Vista (centro do Recife); no Morro da Conceição (dia 8 de dezembro, festa do morro); em Água Fria (na fachada de uma loja fechada, ponto de mototaxi e onde tem uma parada de ônibus); na Campina do Barreto (vizinho a parada de ônibus que fica em frente a hospital público); em Goiana (no centro comercial); na Praça da Várzea (utilizando as barracas fechadas); em Brasília Teimosa (nas portas de um supermercado desativado); e no portão externo do Centro Cultural Grupo Bongar – Nação Xambá (localizado no Bairro São Benedito, em Olinda, atrás do Terminal Intergrado de Passageiros Xambá).

 

Pocket exposição realizada em Brasília Teimosa.

As pockets exposições assumiram um caráter efêmero, como programado, e os transeuntes puderam levar para casa os registros que desejassem e assim 1.272 registros se encontram espalhados mantendo, junto com os catálogos, a exposição viva.

CATÁLOGO

Catálogo produzido e distribuído gratuitamente na exposição.

link: 52+1 no issuu

POSTAIS

 

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